• Assoc. Pediátrica Viana

Doença mão-pé-boca



O que é?

A doença mão-pé-boca é uma doença benigna e autolimitada, comum na infância e frequente em crianças abaixo dos 4 anos. É causada por um vírus (mais frequentemente o Coxsackie A16 e o Enterovírus 71) e causa lesões cutâneas, que podem ser dolorosas, na boca, mãos, pés, nádegas e, por vezes, genitais e joelhos.


Como se transmite?

A doença mão-pé-boca é contagiosa. O vírus que causa a doença está presente nos fluídos corporais da criança infetada, podendo estar presente nas secreções nasais, saliva, fluído das lesões vesiculares e fezes. Assim, a transmissão ocorre por contacto direto com lesões (pele com pele), por transmissão fecal-oral (contacto com fezes contaminadas) ou por transmissão por gotículas (contacto com secreções).

O período de incubação é de habitualmente 3 a 5 dias e a doença resolve, normalmente, em 5-10 dias sem complicações.

As taxas de infeção tendem a ser maiores no final do Verão e início do Outono.


Como se manifesta?

Com pequenas pápulas, pústulas ou vesículas (“manchinhas, borbulhas ou pequenas bolhas”) na garganta, mãos, pés e, por vezes, genitais e joelhos. Estas lesões podem ser dolorosas. Pode ainda surgir recusa alimentar, dor de garganta ou febre.


Como se faz o diagnóstico?

Habitualmente, pela aparência e distribuição das lesões, o diagnóstico é clínico. Apenas em casos de dúvida (por aparência não tão típica) é necessário realizar exames complementares de diagnóstico.


O que fazer?

Deve estar atenta se o seu filho ingere menos líquidos/comida (menos de metade do habitual) e/ou está a urinar menos e, nesse caso, deve procurar o médico assistente.


Qual o tratamento?

O tratamento geralmente é de suporte, o que inclui controlo da dor e febre e hidratação adequada. Devem ser oferecidos alimentos pastosos e mornos/frios (por exemplo iogurtes, gelatina), evitando alimentos quentes/ácidos na presença de lesões da cavidade oral. Se tiver comichão intensa, a criança poderá ser medicada com um anti-histamínico.


Evolução/Prognóstico?

A evolução na maioria dos casos é benigna e a tendência natural é para a regressão espontânea e completa das lesões.

No entanto, um a dois meses após a infeção é frequente surgirem linhas de beau (linhas transversais ao longo da unha) e onicomadese (queda da unha).


Prevenção

A prevenção da transmissão deve basear-se em medidas básicas de controlo da infeção.

A forma mais importante e eficaz de prevenir a transmissão da infeção é através da lavagem frequente das mãos com água e sabão. Deve também ensinar o seu filho a lavar as mãos.


A doença mão-pé-boca não é uma doença de evicção escolar obrigatória.



Inês Rua, Suzana Figueiredo, Serviço de Pediatria da ULSAM

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