• Assoc. Pediátrica Viana

Alergias alimentares | Frutos frescos



O que é a alergia a frutos frescos?


A alergia aos frutos frescos é a resposta excessiva do sistema imunológico aos alergénios (partículas estranhas ao organismo, mas habitualmente inócuas), que ocorre nos indivíduos atópicos, ou seja, aqueles que herdam a capacidade de desenvolver alergia. Quando expostos aos alergénios, os atópicos sensibilizam-se e, consequentemente, passam a manifestar sintomas sempre contactam com um fruto ou frutos frescos da mesma família.


O que é que a desencadeia?


As manifestações clínicas de alergia decorrem habitualmente da ingestão do alimento, mas também a inalação ou o contacto cutâneo com os alergénios alimentares poderão desencadear sintomas. Nalguns casos, a anafilaxia ocorre apenas quando se realiza exercício físico após a ingestão do fruto a que se é alérgico (anafilaxia induzida pelo exercício e dependente de alimentos).


Quais são os sintomas?


A clínica pode variar de formas ligeiras a muito graves, de início muito rápido a mais tardia, devendo suspeitar-se quando sintomas idênticos se repetem após a ingestão do mesmo fruto ou de frutos da mesma família, Sintomas mais frequentes:  cutâneos (urticária, edema dos lábios ou de outras partes do corpo, inchaço e comichão na boca)  respiratórios (tosse, pieira, dificuldade em respirar)  digestivos (diarreia por vezes com sangue, vómitos, dor abdominal em cólica) A alergia imediata é a mais comum (os sintomas surgem nos primeiros 30 minutos até 2 horas após a exposição).


Como se diagnostica?


Para ajudar no diagnóstico podem fazer-se análises de sangue, testes cutâneos ou provas de provocação oral.


Como se trata?


O tratamento de eleição é a eliminação total da dieta dos frutos envolvidos.

Frutos mais suscetíveis de criar alergia...


Frutos pertencentes às famílias Rosaceae (ex: pêssego, alperce, ameixa, maçã), Cucurbitaceae (ex: melão, melancia) e frutos exóticos como kiwi e manga, são os mais frequentemente associados a alergia alimentar


Conselhos gerais:


  • Os frutos frescos podem estar presentes na alimentação de forma não facilmente identificada, como é o caso dos molhos, algumas preparações culinárias, produtos lácteos, produtos de pastelaria e doçaria. Isso pode levar à ocorrência de reações pela sua ingestão inadvertida.

  • Há que ter em conta o risco da chamada contaminação cruzada, em que recipientes, utensílios ou superfícies que estiveram em contacto com frutos frescos (durante a preparação dos alimentos, empacotamento ou quando estes são servidos) podem transportar os seus alergénios para alimentos que supostamente não os contém.

  • Evitar o consumo de refeições confecionadas fora de casa, em especial que contenham salada de frutas, sumos de fruta e refrigerantes, uma vez que são situações que acarretam maior risco.

  • Atenção… Os frutos frescos podem apresentar-se em produtos que não se ingerem, tais como produtos de cosmética (loções, sabões).


Como escolher os alimentos?


O doente alérgico deve consultar os rótulos das embalagens de todos os produtos que consome e familiarizar-se com os termos utilizados pela indústria alimentar que identificam cada um dos ingredientes. A identificação do ingrediente proveniente do alimento a que é alérgico evitará um consumo inadvertido e a ocorrência de uma reação que poderá ser grave.


Educação comportamental:


A evicção do alimento implicado, é um processo complexo, exigindo a implementação de diversas estratégias no plano pessoal, familiar e social.
A educação envolve não só o doente e seus familiares, mas também os conviventes e, num plano mais lato, os diversos intervenientes na preparação dos alimentos.
Todos devem estar familiarizados com o plano de emergência que deve conter os detalhes da administração dos medicamentos em função da gravidade dos sintomas.
É importante que os primeiros sintomas de reação alérgica sejam rapidamente reconhecidos, para que o tratamento se inicie o mais rapidamente possível.

ATENÇÃO!!!


Mesmo com a ingestão de quantidades muito pequenas do fruto a que se é alérgico, há sempre o risco de choque anafilático. O doente alérgico deve transportar sempre consigo o dispositivo de adrenalina para autoadministração!!

Autores: Ana Rita Araújo, Francisco Ribeiro Mourão, Susana Rodrigues

S. Pediatria ULSAM

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